Fundos Imobiliários para os próximos 3 anos com Danilo Bastos

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O Danilo bastos é uma das faces dos fundos imobiliários no Brasil, ele é proprietário do Ticker11 e nós fizemos uma live comentando sobre os últimos 3 anos de mercado de FIIs e sobre os próximos 3.

Os últimos anos foram de extrema mudança para o mercado, eu e Danilo Bastos comentamos sobre crescimento da quantidade de investidores, fundos e imóveis.

Eu gosto muito de ler a visão dos gestores de fundos de fundos para os próximos anos, isso traz uma visão de profissionais da área para esse mercado:

RBRF11,

O mês de Maio apresentou a maior queda mensal do IFIX em 2021, de 1,6%. No ano, o índice cai 1,9%.

Ainda sentindo as incertezas trazidas por uma vacinação da população em um ritmo mais lento do que o esperado e o consequente temor de uma “terceira onda” da pandemia, praticamente nenhum dos setores do mercado de fundos imobiliários escapou de uma queda no período.

Outro fator que tem pressionado negativamente a visão de alguns investidores sobre o setor é a tendência de subida do patamar dos juros básicos da economia. Como a indústria de fundos imobiliários é ainda relativamente recente, na nossa opinião há uma reação exageradamente negativa à elevação da SELIC pois a grande maioria dos cotistas de fundos imobiliários havia apenas experienciado, até pouco tempo atrás, movimentos de queda de juros.

Vale lembrar que, de 2017 a 2019, quando a indústria de FIIs passou a ganhar mais relevância, o retorno anual do IFIX no período de 3 anos foi de 19,5% a.a. e a SELIC variou em um intervalo entre 4,5% a.a. e 13,75% a.a.. Ou seja, mais importante do que o juros nominal atual ou do final deste ano, em nossa visão, é o juros real de longo prazo, que encontra-se em um controlado patamar de aproximadamente 4,0% a.a. (NTN-B 2035) e com espaço, olhando para frente, para cair para a casa de 3% a.a. caso ganhem tração as reformas estruturais e a disciplina fiscal.

Com um juros real atual de cerca de 4,5% a.a. negativo, é natural e esperado que tenhamos nos próximos semestres níveis mais elevados de juros.

MGFF11,

O avanço da vacinação e a reabertura nos países desenvolvidos, assim como a manutenção de estímulos fiscais e monetários, contribuíram para a melhora da atividade e performance dos mercados. Ainda que as preocupações com a inflação persistam, as taxas de juros longas apresentaram relativa estabilidade. Por aqui, os indicadores mostram boa resiliência da economia durante a segunda onda e já ocorre relaxamento das restrições.

Apesar da trajetória de queda, os números de casos e mortes seguem elevados.

O mercado continua atento à inflação, pressionada pelos preços no atacado e administrados, e à reação do Banco Central. O governo ainda aprovou o Orçamento de 2021, mas com medidas de auxílio fora do teto de gastos.

O IFIX subiu 0,51% em abril contra alta de 1,94% do Ibovespa. Mais uma vez os recebíveis foram o destaque positivo do mês, enquanto os demais segmentos não sofreram grandes variações.

Os shoppings de modo geral atravessam a segunda onda com geração de resultado e estabilidade nos níveis de ocupação e inadimplência, enquanto as lajes corporativas se dividem: boa ocupação e aumentos de aluguel no repasse de inflação em áreas primárias contrastam com devoluções nas áreas secundárias.

Quanto aos galpões logísticos, o mercado continua aquecido no nível do tijolo, mas notamos diminuição nas emissões e dificuldade na alocação por parte dos fundos, indicando escassez de bons ativos.

Vale a pena seguir o Danilo Bastos no Instagram também caso você seja um investidor de fundos imobiliários.

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