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Investimentos para aposentadoria, por onde começar?

O investimento em ativos de renda variável permite tanto o ganho de capital quanto a geração de uma renda passiva recorrente

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Grande parte dos brasileiros ainda não investe em renda variável e, consequentemente, esta parcela da nossa população não sabe que é possível fazer investimentos para aposentadoria.

Embora seja um sonho ter uma aposentadoria confortável e tranquila, muitas pessoas dificultam este processo por negligenciarem as finanças pessoais e a educação financeira.

Por isso, poupar dinheiro para montar uma reserva de emergência e investir o excedente ainda é um grande desafio para uma parcela significativa de brasileiros.

Além disso, não basta somente investir sem estudar os ativos, mas é fundamental selecionar os melhores ativos para montar uma carteira de investimentos com alta rentabilidade no longo prazo.

No artigo de hoje, vamos falar sobre os tipos de investimentos para a aposentadoria, desde que praticados com conhecimento e paciência.

Como montar uma carteira de investimentos para aposentadoria?

Para ensinar os investidores iniciantes ou quem tem interesse em investir, vamos montar um passo a passo para ensinar como é possível montar uma carteira de investimentos para o longo prazo.

Passo 1: Organize suas finanças pessoais

Sem dúvidas, o primeiro passo para começar a montar uma carteira de investimentos é organizar suas finanças pessoais.

Organizar suas finanças pessoais significa anotar seus gastos fixos e gastos não fixos em uma planilha durante pelo menos 3 meses.

Assim, você terá uma relação entre os ativos e os passivos e, consequentemente, qual o seu custo médio de vida.

Neste sentido, muitos investidores usam o método de usar 50 % da sua renda mensal com gastos fixos, 30 % com gastos não fixos e 20 % para montar sua reserva de emergência ou investir.

Entretanto, com um bom gerenciamento financeiro é possível poupar mais que 20 % do seu orçamento mensal, o que permite que o processo de poupança se torne muito mais eficiente.

Passo 2: Monte sua reserva de emergência

Após a avaliação das finanças pessoais e aplicação de um gerenciamento financeiro pessoal, o segundo passo importante é montar uma reserva de emergência.

Uma reserva de emergência é um orçamento que é depositado numa aplicação financeira de alta liquidez como a poupança, Tesouro Selic, CDB de liquidez diária ou conta remunerada de bancos digitais como Nubank, Banco Inter e C6 Bank.

Conforme o próprio nome sugere, a reserva de emergência é um montante destinado a ser usado em alguma situação emergencial ou inesperada.

Por exemplo, a reserva de emergência pode ser usada para algum reparo no carro ou alguma obra emergencial em casa.

Mas, qual o valor deve ser depositado para ter uma reserva de emergência segura?

Na verdade, o valor que deve ser depositado na reserva de emergência deve ter em média o valor que seria gasto em 6 meses de suas despesas mensais.

Contudo, alguns investidores mais conservadores usam uma reserva de emergência com o valor que pague até 12 meses de suas despesas.

Outros investidores mais arrojados usam uma reserva de emergência de apenas 3 meses do custeio de suas despesas mensais.

Após montar a reserva de emergência, é possível começar a investir, sempre respeitando o perfil de investidor de cada indivíduo.

Passo 3: Arrume fontes de renda extra

De uma forma geral, é importante arrumar outras fontes de renda extra com o objetivo de aumentar os investimentos para aposentadoria.

Ou seja, o investidor que consegue alcançar a independência financeira mais rapidamente é aquele que investe maiores montantes ao longo do tempo.

Por isso, para que os montantes sejam cada vez maiores, você deve buscar fontes de renda extra tanto ativas quanto passivas.

As fontes de renda extra ativas exigem dedicação, trabalho árduo e tempo como escrever artigos para blogs, escrever e diagramar e-books e montar um canal no Youtube.

Em contrapartida, fontes de renda extra passiva são aquelas que geram renda com o tempo sem que o empreendedor precise ficar trabalhando exaustivamente.

Um exemplo clássico de fonte de renda extra passiva é o negócio das vending machines, ou maquinas de bolinhas.

Com isso, o investidor tem potencial de aumentar de forma significativa os aportes mensais para acelerar a sua aposentadoria, através de investimentos para o longo prazo.

Passo 4: escolha os investimentos para aposentadoria adequados ao seu perfil de investidor

Pode parecer óbvio, mas muitos investidores não tem o lado emocional suficientemente forte para ver o seu capital sofrer os efeitos da renda variável.

Como o próprio nome sugere, a renda variável pode ter valorizações e desvalorizações acentuadas por uma série de fatores.

Então, caso o investidor não se sinta confortável com isso, deve optar por investir em renda fixa.

Contudo, se o seu perfil de investidor é moderado ou arrojado, certamente vale a pena investir em ativos de renda variável que tem maior relação risco-retorno.

Além disso, é fundamental estudar os ativos de renda fixa ou renda variável para entender as diferenças entre estes tipos de aplicações financeiras.

Em seguida, vamos falar sobre os melhores investimentos para o longo prazo considerando a relação risco-retorno.

Quais são os melhores investimentos para aposentadoria?

Indubitavelmente, os melhores investimentos para aposentadoria são os ativos de renda variável chamados fundos imobiliários e ações.

Os fundos imobiliários, ou FIIs, são ativos caracterizados pelo investimento imobiliário através da aquisição de cotas negociadas na bolsa de valores.

Os FIIs são investimentos bastante interessantes porque pagam rendimentos mensais chamados dividendos ou proventos.

A depender do FII, os dividendos recebidos pelos investidores são recebimentos de aluguéis de imóveis locados para grandes empresas.

Neste sentido, os fundos imobiliários são investimentos para aposentadoria devido a sua capacidade de gerar renda passiva recorrente.

Desse modo, a renda passiva dos fundos imobiliários é proporcional a quantidade de cotas que o investidor possui.

Comprar ações de empresas sólidas e consistentes também é considerado uma das formas de investimento para a aposentadoria.

Entretanto, embora algumas ações de empresas paguem dividendos recorrentes, este pagamento não é considerado obrigatório.

O investimento em ações pode contribuir para a aposentadoria devido ao ganho patrimonial pela valorização da cotação no longo prazo.

Então, do mesmo modo que as ações podem valorizar expressivamente, estas podem sofrer desvalorizações bastante acentuadas, a depender do cenário econômico e da performance da empresa no longo prazo.

Devido a isso, é imprescindível que o investidor estude a empresa que deseja investir, a fim de evitar que ocorra grande perda do seu capital investido.

Para comparar o desempenho do investimento em ativos de renda variável e renda fixa, vamos usar a calculadora do milhão do site Domu.

Vamos imaginar que o investidor deseja ter 1 milhão de reais para aposentadoria. Em quanto tempo ele levaria para alcançar este valor?

investimentos para aposentadoria
Figura 1: Calculadora do milhão considerando investimentos para aposentadoria.
Fonte: domuapp.com.br

Caso o investidor fizesse um aporte inicial de R$ 10.000 com aportes mensais de R$ 1.000, o investidor levaria 51 anos para alcançar valor de R$ 1 milhão investindo na poupança.

Comparativamente, ao investir em fundos imobiliários, o investidor levaria 24 anos e 6 meses para alcançar o valor de R$ 1 milhão.

Conclusão

Em conclusão, tanto o investimento em ações quanto em fundos imobiliários são os mais eficientes formas de investimentos para aposentadoria.

Até a próxima!

Abraços,

Rodrigo Colombo.

 

 

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